O teu nome em maiúsculo
4 de setembro de 2004. Já se passara uma semana que o pai do Adriano havia falecido. Ele se recuperava aos poucos. Sua mãe continuava depressiva. Sentia a falta do marido. Mas ela iria superar. Era questão de dias. Meu menino preocupara-se, pois precisava ajudar a mãe. O adiantamento que ganhou com as primeiras páginas de seu livro não dava para garantir suas despesas. Ele sabia que sua mãe tinha uma boa aposentadoria, mas queria contribuir.
Dias depois Adriano soube de uma vaga para professor numa escola particular através de um conhecido. Na verdade ensinaria alunos do pré-vestibular. Fizera a entrevista e passara. Lecionaria redação e literatura. Dentro de uma semana começaria o segundo semestre na instituição de ensino. Ele estava empolgado, assim não pensaria na ausência do pai. Ele precisava ser forte. E eu o apoiava em todas as decisões.
Às vezes ele sacrificava suas próprias necessidades em benefício dos outros. Seus colegas sentiam pena porque ele estava abdicando de seu sonho de escritor para se tornar professor. Eu o considerava meu herói e certamente Joseph Campbell, uma das maiores autoridades em mitologia, também o consideraria. Para ser herói é preciso vencer desafios, sacrificar e não sofrer. E era isso que meu menino estava fazendo.
Poderia gritar aos quatro cantos do mundo que Adriano era meu homem com letra maiúscula. Ele era especial. Doce e generoso. Amigo e carinhoso. Forte e sensual. Ele era meu.
Adriano foi até meu prédio e contou a novidade pessoalmente. Queria que fosse o primeiro, a saber. Dei os parabéns e disse que precisaríamos comemorar. Sua escolha foi o cemitério. Queria falar com o pai e dizer o quanto isso era importante para ele. Na lápide ele desabafou: “Pai, saiba onde estiver. Eu tenho muito orgulho do senhor. Não deixarei jamais minha mãe sofrer e queria que o senhor soubesse que estou fazendo tudo isso por você, porque sou seu filho e porque tenho profunda admiração por tudo que o senhor fez”. Ele disse obrigado e saímos de lá direto para um bistrô onde tomamos um cappuccino. Olhei fixamente em seus olhos, passei minha mão sobre seu rosto e disse: “Eu te admiro muito, meu menino, e não importa o que aconteça, eu sempre estarei com você”. Ele pegou em minhas mãos, sorriu e disse: “Obrigado, meu amor”.
Dias depois Adriano soube de uma vaga para professor numa escola particular através de um conhecido. Na verdade ensinaria alunos do pré-vestibular. Fizera a entrevista e passara. Lecionaria redação e literatura. Dentro de uma semana começaria o segundo semestre na instituição de ensino. Ele estava empolgado, assim não pensaria na ausência do pai. Ele precisava ser forte. E eu o apoiava em todas as decisões.
Às vezes ele sacrificava suas próprias necessidades em benefício dos outros. Seus colegas sentiam pena porque ele estava abdicando de seu sonho de escritor para se tornar professor. Eu o considerava meu herói e certamente Joseph Campbell, uma das maiores autoridades em mitologia, também o consideraria. Para ser herói é preciso vencer desafios, sacrificar e não sofrer. E era isso que meu menino estava fazendo.
Poderia gritar aos quatro cantos do mundo que Adriano era meu homem com letra maiúscula. Ele era especial. Doce e generoso. Amigo e carinhoso. Forte e sensual. Ele era meu.
Adriano foi até meu prédio e contou a novidade pessoalmente. Queria que fosse o primeiro, a saber. Dei os parabéns e disse que precisaríamos comemorar. Sua escolha foi o cemitério. Queria falar com o pai e dizer o quanto isso era importante para ele. Na lápide ele desabafou: “Pai, saiba onde estiver. Eu tenho muito orgulho do senhor. Não deixarei jamais minha mãe sofrer e queria que o senhor soubesse que estou fazendo tudo isso por você, porque sou seu filho e porque tenho profunda admiração por tudo que o senhor fez”. Ele disse obrigado e saímos de lá direto para um bistrô onde tomamos um cappuccino. Olhei fixamente em seus olhos, passei minha mão sobre seu rosto e disse: “Eu te admiro muito, meu menino, e não importa o que aconteça, eu sempre estarei com você”. Ele pegou em minhas mãos, sorriu e disse: “Obrigado, meu amor”.






