Ansiedade
Aqui começa minha jornada. Vejo o relógio e percebo que não reparo nas horas (Afinal para que olhei pra essa porra). Sei lá, olho novamente e dessa vez noto: são exatamente 22h34min. Fiquei ali parado vendo novamente o tempo passar.
Estava numa ansiedade absurda. Não sei por que observava tanto meu pulso, já não era mais o relógio, mas minhas veias pulsando. Passei a mão sobre elas, dava para sentir as batidas. Minha ansiedade aumentava. Saí do quarto, peguei meu maço de cigarros, seguido do meu inseparável ipod.
O meu relógio marcava 22h57min. Saí de casa e fui andar. Traguei um cigarro em menos de um minuto. Minha saúde já era. Meu pulmão já era. Meu sexo já era. Peguei o primeiro táxi que passou pela minha frente, nem tinha noção do que estava fazendo. Enquanto isso escutava ‘Smalltown Boy’ no meu playlist. Pedi ao motorista que me levasse para o lado sul da cidade.
Depois de uns 20 minutos de taxímetro rodando solicitei que parasse ali naquela rua a menos de um quarteirão. A menos de 10 passos. Era mais de 23h30min da noite. Fiquei me perguntando: “O que estou fazendo aqui?”. Comecei a fumar novamente, dessa vez demorei, e senti a nicotina cortando minhas veias. Que merda.
Guardei meu ipod, afinal já não era mais hora de criança brincar na rua. Era tarde, e o tempo passando. A luz do poste era minha única companhia. Ninguém na rua. Apenas um telefone público. Tirei um cartão do bolso, nem reparei se tinha unidades. Vi os números e comecei a discar... 326... 2... Parei de teclar, não valia a pena. Apenas segui meu instinto, não era para ser. Fui embora dali, sem deixar marcas. Apenas o cheiro do cigarro.
Estava numa ansiedade absurda. Não sei por que observava tanto meu pulso, já não era mais o relógio, mas minhas veias pulsando. Passei a mão sobre elas, dava para sentir as batidas. Minha ansiedade aumentava. Saí do quarto, peguei meu maço de cigarros, seguido do meu inseparável ipod.
O meu relógio marcava 22h57min. Saí de casa e fui andar. Traguei um cigarro em menos de um minuto. Minha saúde já era. Meu pulmão já era. Meu sexo já era. Peguei o primeiro táxi que passou pela minha frente, nem tinha noção do que estava fazendo. Enquanto isso escutava ‘Smalltown Boy’ no meu playlist. Pedi ao motorista que me levasse para o lado sul da cidade.
Depois de uns 20 minutos de taxímetro rodando solicitei que parasse ali naquela rua a menos de um quarteirão. A menos de 10 passos. Era mais de 23h30min da noite. Fiquei me perguntando: “O que estou fazendo aqui?”. Comecei a fumar novamente, dessa vez demorei, e senti a nicotina cortando minhas veias. Que merda.
Guardei meu ipod, afinal já não era mais hora de criança brincar na rua. Era tarde, e o tempo passando. A luz do poste era minha única companhia. Ninguém na rua. Apenas um telefone público. Tirei um cartão do bolso, nem reparei se tinha unidades. Vi os números e comecei a discar... 326... 2... Parei de teclar, não valia a pena. Apenas segui meu instinto, não era para ser. Fui embora dali, sem deixar marcas. Apenas o cheiro do cigarro.






