Cada um na sua
09h13min. Precisava ir à lavanderia mais próxima do meu prédio. Desde que comecei a morar sozinho, nunca aprendi a lavar roupas e já são praticamente sete anos que convivia sem meus pais. A única coisa que ainda fazia era lavar minhas cuecas. O resto ia tudo para a máquina.
Já estávamos praticamente no final de julho e ainda não havia tocado em minha mala. (Dava para sentir o cheiro dele em minhas roupas). Porém precisava esquecer tudo aquilo. Pra mim o assunto já estava quase que enterrado.
Também precisava ligar urgente para agência de publicidade na qual trabalhava. Quase dois anos como estagiário e finalmente o contrato de emprego formalizado. Eles me deram um descanso porque enfim havia prometido que trabalharia até nos feriados quando retornasse. (Me arrependi tanto de ter falado aquilo para meu chefe).
Adriano provavelmente seguia sua vida na cidade do Porto. Ele me dizia que os portugueses não eram muito amistosos com os brasileiros, mas na cidade onde ele residia às pessoas ao menos disfarçavam.
Andei pela cidade e fiquei olhando para os lados. “Como São Paulo é diferente”. Talvez uma Nova York dos anos 60. Budapeste era sensacional. Parecia casa de boneca. Aqui a vida é outra. Trânsito, trânsito e mais trânsito. Estresse, estresse e mais estresse.
Parece até piada, mas nas três semanas que estive com ele não perguntei de qual lugar era. Apesar da intensidade do desejo e digamos assim do ‘amor’ que sentíamos um pelo outro não foi suficiente para demonstrar quem é a verdadeira pessoa pela qual nos apaixonamos.
Aproveitei e fui ao supermercado comprar algumas coisas, pois a geladeira estava vazia. Olhando as gôndolas de doces e guloseimas não resisti: Chocolate meio amargo.
No caminho para casa enquanto mordia meu vício, pensava: Talvez o melhor prazer da vida não esteja no ‘amor’ como muitos falam, mas num simples pedaço de chocolate.
Já estávamos praticamente no final de julho e ainda não havia tocado em minha mala. (Dava para sentir o cheiro dele em minhas roupas). Porém precisava esquecer tudo aquilo. Pra mim o assunto já estava quase que enterrado.
Também precisava ligar urgente para agência de publicidade na qual trabalhava. Quase dois anos como estagiário e finalmente o contrato de emprego formalizado. Eles me deram um descanso porque enfim havia prometido que trabalharia até nos feriados quando retornasse. (Me arrependi tanto de ter falado aquilo para meu chefe).
Adriano provavelmente seguia sua vida na cidade do Porto. Ele me dizia que os portugueses não eram muito amistosos com os brasileiros, mas na cidade onde ele residia às pessoas ao menos disfarçavam.
Andei pela cidade e fiquei olhando para os lados. “Como São Paulo é diferente”. Talvez uma Nova York dos anos 60. Budapeste era sensacional. Parecia casa de boneca. Aqui a vida é outra. Trânsito, trânsito e mais trânsito. Estresse, estresse e mais estresse.
Parece até piada, mas nas três semanas que estive com ele não perguntei de qual lugar era. Apesar da intensidade do desejo e digamos assim do ‘amor’ que sentíamos um pelo outro não foi suficiente para demonstrar quem é a verdadeira pessoa pela qual nos apaixonamos.
Aproveitei e fui ao supermercado comprar algumas coisas, pois a geladeira estava vazia. Olhando as gôndolas de doces e guloseimas não resisti: Chocolate meio amargo.
No caminho para casa enquanto mordia meu vício, pensava: Talvez o melhor prazer da vida não esteja no ‘amor’ como muitos falam, mas num simples pedaço de chocolate.







continuam os otimos finales!
;)
Ok.
Voltei a duvidar da sua existência após o relato do Chocolate Meio-Amargo. (meu vício predileto)
(músicas)
(filmes)
(chocolates e sorvetes)
(livros)
Se gostar tão quanto ou mais do que eu, passe o endereço.
Mandarei as alianças amanhã... rs.