O envelope
21h49min. Era este o horário que o relógio marcava na estante do meu quarto. E sobre minhas mãos aquele envelope. Trêmulo, andei até o banheiro e sentei sob o vaso sanitário. Fiquei ali por minutos. Sentia minha respiração. Era cada fez mais profunda. (E no meu pensamento a música ‘Bang bang’ de Nancy Sinatra).
Lavei meu rosto na pia e fui até o sofá. Liguei a TV e olhei a última parte da novela Senhora do Destino. Fui até a cozinha, acendi o fogão e fritei um ovo. Cortei uma fatia de pão. Comi. E voltei para sala. (Estava tudo muito silencioso ou era apenas coisa da minha cabeça).
Mudei de canal e vi um programa de auditório. Um casal brigando. A mulher exigia um teste de DNA para provar a paternidade do filho. Zapiava todas emissoras e não conseguia me definir. Fui até a janela e olhei pro alto. Não vi lua, não vi estrelas, tudo nublado ou muita poluição.
E o envelope ali na mesa da sala. Observava-o e sentia-me frágil. Não tinha coragem de abri-lo. Pra falar a verdade estava com medo do que estava escrito ali. Fui até o armário e procurei um remédio. Automedicava-me desde cedo. Apraz, tarja preta.
Nesse dia estava sem cigarros. Minha boca amargava. Minha saliva secava e minhas mãos tremiam. Peguei uma tesoura, me tranquei no quarto. Não tinha condições de abrir a própria carta, pois estava com o corpo dormente.
Cortei o envelope e puxei aquele pedaço de papel. Era a letra dele. Lembrei porque nesse dia estávamos respondendo palavras cruzadas de uma revista portuguesa que ele andava pra cima e pra baixo. Fechei os olhos e respirei fundo mais uma vez. Ali a menos de dois palmos estava algo que poderia me destruir em questão de segundos.
Lavei meu rosto na pia e fui até o sofá. Liguei a TV e olhei a última parte da novela Senhora do Destino. Fui até a cozinha, acendi o fogão e fritei um ovo. Cortei uma fatia de pão. Comi. E voltei para sala. (Estava tudo muito silencioso ou era apenas coisa da minha cabeça).
Mudei de canal e vi um programa de auditório. Um casal brigando. A mulher exigia um teste de DNA para provar a paternidade do filho. Zapiava todas emissoras e não conseguia me definir. Fui até a janela e olhei pro alto. Não vi lua, não vi estrelas, tudo nublado ou muita poluição.
E o envelope ali na mesa da sala. Observava-o e sentia-me frágil. Não tinha coragem de abri-lo. Pra falar a verdade estava com medo do que estava escrito ali. Fui até o armário e procurei um remédio. Automedicava-me desde cedo. Apraz, tarja preta.
Nesse dia estava sem cigarros. Minha boca amargava. Minha saliva secava e minhas mãos tremiam. Peguei uma tesoura, me tranquei no quarto. Não tinha condições de abrir a própria carta, pois estava com o corpo dormente.
Cortei o envelope e puxei aquele pedaço de papel. Era a letra dele. Lembrei porque nesse dia estávamos respondendo palavras cruzadas de uma revista portuguesa que ele andava pra cima e pra baixo. Fechei os olhos e respirei fundo mais uma vez. Ali a menos de dois palmos estava algo que poderia me destruir em questão de segundos.







O que será q está escrito? Quero saber logo... não vou perder a próxima postagem.
FALA LOGO!