O quarto

Adriano tremia. Sentia seu corpo ardendo. Suas mãos tocaram meu pescoço e não pude resistir. O beijo era suave e densamente molhado. Minhas veias latejavam a ponto de sentir meu músculo rígido.
Nem deu tempo fechar a porta da sala. Adriano necessitava fisicamente da minha presença. E eu de cada detalhe de sua anatomia. Os beijos eram prolongados e levemente doce. O ritmo mudava em questão de segundos. Ora lento, ora selvagem.
Andávamos a pequenos passos em direção ao quarto, pois a vontade de ficar grudado era maior. Podíamos sentir os batimentos cardíacos. Eram quase que sincronizados. Minha pele estava toda arrepiada. O toque de sua mão na minha cintura me deixou louco. De repente o encostei sob a parede e comecei a tirar sua camisa. Lambia seu pescoço, beija seu queixo e mordia sua boca. Seu peitoral definido pedia meu corpo sobre ele.
Ele notou que estava bastante excitado e sem cueca. Ali mesmo ele tirou minha bermuda e deixou que meu falo entrasse em sua boca. A suavidade com que ele sugava minha intimidade era incrível. Sua saliva percorria sob meu membro e ia à loucura, enquanto acariciava seu cabelo liso e preto. Ele me possuía e não tinha o mínimo pudor, pois era daquilo que ele e inclusive eu adorávamos.
No quarto já estávamos quase que completamente nus. Sua pele quente me pedia. Tirei sua boxer e percebi que ele havia caprichado àquela noite. Ele enfiava suas unhas curtas entre minhas costas e apertava-as. Gemia de prazer. Eu de joelhos peguei seu pênis e coloquei sobre meus lábios. Lambi, suguei e beijei como se nunca tivesse feito aquilo antes.
Sua nádega era tão branca que deixava alucinadamente perturbado. Quando o virei de bruços meu pau percorreu suas costas e sua bunda. O tesão e o prazer eram tão grandes que ao invés de penetrá-lo naquele momento deixei as preliminares rolarem quase que noite adentro. Chupávamos nossos membros com tanto vigor que por pouco não ejaculávamos. Todavia prendíamos, era nossa tática de retardar o gozo.
Ao pé do seu ouvido dizia adjetivos que ele se contorcia todo. Ao dominá-lo percebi que ele me olhava com desejo. Não como esse simples desejo de ficar, mas com vontade de domá-lo. Deixei o peso do meu corpo por cima. Ele gostava e me excitava cada vez mais. Segurava suas mãos contra a cama e não deixava escapar. Ele reagia, mas desistia. Era mais forte e isso ele não tinha como negar.
As paredes do quarto pareciam um forno. Nossos corpos transpiravam tanto que precisávamos da saliva um do outro para poder nos hidratar. Ele apertava meu traseiro e pedia mais beijos. Molhados e densos. Ora leve, ora animal. O clima estava tão quente que não víamos a hora de entrar em combustão. O abdômen de Adriano era tão perfeito que lembrava esculturas gregas e romanas dos melhores tempos de toda história homoerótica da civilização.
Ele era tão sensível e carinhoso comigo na cama que ficava anestesiado de tanta excitação. Sua barba roçava sob meu rosto corado e piamente pegando fogo. Ele olhava no fundo dos meus olhos e pedia que sentisse seu corpo por completo. (Hora de o preservativo entrar em ação). Ele deitado ali parecia um anjo, mas com seu devido sexo. Ele tinha carência afetiva e física e foi aí que rolou a penetração. Ele estava tão relaxado que facilmente meu falo entrou no seu corpo. Ele urrava, todavia eu mordia seus lábios, assim abafava o som produzido e não deixava escapatória. Ele mal se movia, queria apenas sentir a rigidez do meu músculo dentro de si. Fizemos todas as posições imagináveis e após horas de sexo não conseguimos mais prender. Meu organismo já estava em êxtase total. Quando finalmente estávamos próximo do orgasmo, não agüentamos e gozávamos.
E a partir desse gozo mais uma etapa da minha história se reiniciava. Adriano pertencia a mim em todos os sentidos.


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1 Response to "O quarto"

  1. Luiz87 says:

    (...)