Ibirapuera
Sábado, 08 de agosto de 2004. Uma manhã de inverno ensolarada. Tudo muito calmo e zen. A cidade que nunca parava literalmente parou neste dia. Acordei cedo, coloquei meu rbk. Vesti um short, seguido da regata e por fim uma viseira. Tomei um suco e desci o elevador.
Era por volta das 8h20min. Lá fora aguardava Henrique que me faria companhia numa caminhada ao parque Ibirapuera. Morava na Vila Mariana, um pouco distante do meu ap. Mas meu amigo estava de carro e em menos de 30 minutos chegaríamos ao local.
No caminho Henrique comentava sobre relacionamentos. Em sua grande maioria ninguém queria saber de namorar. Ainda mais homens que pensavam em sexo 24h por dia.
Ele tinha 27 anos, independente, vacinado e bonito. Todavia tinha um pequeno defeito: acreditava em tudo que os outros falavam. Um tanto carente e um pouco solitário, pois ele era bem diferente dos outros. Só curtia ficar em casa vendo seriados. No máximo ia pra boite, mas não gostava do ambiente. Ele não bebia, não fumava e já fazia quase seis meses que não transava.
“Eric, eu não sei mais o que fazer. Será que tem alguma coisa de errado comigo? Porque todo mundo só quer saber de trepar, trepar e trepar?”. Fiquei na minha, pois adorava trepar. “Considero-me boa pinta, pago minhas contas e sou um fracasso amorosamente”. Disse: “Talvez você não devesse se cobrar tanto, tudo pode acontecer. Às vezes considero suas atitudes imaturas, você age como se existisse um príncipe a sua espera. Você deveria relaxar mais e aproveitar”. “Tipo?”. “Tipo... Estamos indo pro Ibirapuera. Lá têm muitos caras disponíveis. Tenho certeza que é só você saber chegar e não falar besteira... Tipo... Nada de ir pra lugares onde certamente tenha outros solteiros quando estiver com alguém. Vá ao museu... Vá ao teatro... Não fique se exigindo. Deixa as coisas acontecerem... Não demonstre muito afeto a princípio. Seja um pouco duro, rústico se for possível. Homens gostam de homens. Mostre que você é o cara. Não fique grudado, porque nem as mulheres suportam isso”.
Depois de ouvir meus conselhos, ele me deu um abraço e disse: “Se você não fosse meu amigo, teria certeza que você me faria feliz como amante”. E eu disse brincando: “Então aproveita que hoje pela manhã estou sozinho”. E começamos a rir.
Depois de meses sem fazer cooper... Corri exaustivamente até cansar. Olhei para o lado e não vi Henrique. Estava a km de distância. Parei para descansar e notei que tinha um cara me encarando. Ele me olhava no maior cinismo do mundo. Parecia que estava me despindo com os olhos. Ele era alto, cabelo raspado e olhos azuis. Malhado, sem camiseta e abdômen totalmente liso. Fiquei excitado. Ele realmente era muito gostoso. E não parava de me secar. Eu de minuto em minuto o observava. Sentia um puta tesão por ele ali. De repente chegou Henrique e acabou com o clima. O cara achando que estivesse acompanhado foi embora.
Já em casa no final de tarde após Adriano terminar de escrever mais um capítulo do seu livro, peguei-o com tanta força que o devorei sem dó nem piedade.
Era por volta das 8h20min. Lá fora aguardava Henrique que me faria companhia numa caminhada ao parque Ibirapuera. Morava na Vila Mariana, um pouco distante do meu ap. Mas meu amigo estava de carro e em menos de 30 minutos chegaríamos ao local.
No caminho Henrique comentava sobre relacionamentos. Em sua grande maioria ninguém queria saber de namorar. Ainda mais homens que pensavam em sexo 24h por dia.
Ele tinha 27 anos, independente, vacinado e bonito. Todavia tinha um pequeno defeito: acreditava em tudo que os outros falavam. Um tanto carente e um pouco solitário, pois ele era bem diferente dos outros. Só curtia ficar em casa vendo seriados. No máximo ia pra boite, mas não gostava do ambiente. Ele não bebia, não fumava e já fazia quase seis meses que não transava.
“Eric, eu não sei mais o que fazer. Será que tem alguma coisa de errado comigo? Porque todo mundo só quer saber de trepar, trepar e trepar?”. Fiquei na minha, pois adorava trepar. “Considero-me boa pinta, pago minhas contas e sou um fracasso amorosamente”. Disse: “Talvez você não devesse se cobrar tanto, tudo pode acontecer. Às vezes considero suas atitudes imaturas, você age como se existisse um príncipe a sua espera. Você deveria relaxar mais e aproveitar”. “Tipo?”. “Tipo... Estamos indo pro Ibirapuera. Lá têm muitos caras disponíveis. Tenho certeza que é só você saber chegar e não falar besteira... Tipo... Nada de ir pra lugares onde certamente tenha outros solteiros quando estiver com alguém. Vá ao museu... Vá ao teatro... Não fique se exigindo. Deixa as coisas acontecerem... Não demonstre muito afeto a princípio. Seja um pouco duro, rústico se for possível. Homens gostam de homens. Mostre que você é o cara. Não fique grudado, porque nem as mulheres suportam isso”.
Depois de ouvir meus conselhos, ele me deu um abraço e disse: “Se você não fosse meu amigo, teria certeza que você me faria feliz como amante”. E eu disse brincando: “Então aproveita que hoje pela manhã estou sozinho”. E começamos a rir.
Depois de meses sem fazer cooper... Corri exaustivamente até cansar. Olhei para o lado e não vi Henrique. Estava a km de distância. Parei para descansar e notei que tinha um cara me encarando. Ele me olhava no maior cinismo do mundo. Parecia que estava me despindo com os olhos. Ele era alto, cabelo raspado e olhos azuis. Malhado, sem camiseta e abdômen totalmente liso. Fiquei excitado. Ele realmente era muito gostoso. E não parava de me secar. Eu de minuto em minuto o observava. Sentia um puta tesão por ele ali. De repente chegou Henrique e acabou com o clima. O cara achando que estivesse acompanhado foi embora.
Já em casa no final de tarde após Adriano terminar de escrever mais um capítulo do seu livro, peguei-o com tanta força que o devorei sem dó nem piedade.







Adriano isn't the only one! lol
Tenho um pouco de Henrique embutido em mim.
E que história é essa de encarar no parque? Você não está apaixonado pelo Adriano?