Monogâmicos
O bom de trabalhar como mídia são as recompensas. Grandes eventos, festas regadas a bebidas importadas e muita gente bonita. São Paulo, 25 de agosto de 2004. Um grande cliente da agência estava patrocinando um lançamento de um filme cuja divulgação era feita pela empresa na qual trabalhava.
Levei Lis, seria sua primeira festa midiática. Os outros departamentos nos odiavam porque eram ‘babados’ pelos veículos e empresas de comunicação em geral. Ganhávamos presentes constantemente. Esse era nosso momento de lazer, após o dia a dia no escritório era puxado e muito cansativo.
Tinha tanto homem disponível que fiquei me perguntando: “Em uma cidade como Sampa é demais pedir para ser monogâmico?”. Na verdade me tornei um daqueles caras que nossos amigos odeiam. Não tinha tempo para ninguém, só pra meu Adriano. Às vezes perdia grandes baladas. Já Lis dizia que não existia nada de exclusividade entre ela e seu namorado. Contudo pra mim, a cidade de milhões estava reduzida a dois.
Lis ainda era nova, falava que não estava pronta para uma relação séria. Curtia seu roqueiro, mas dava uma de ‘disque e sexo’. Ligava para amigos coloridos nas horas de não exclusividade. Eu a considerava bastante previsível e também não poderia criticá-la, são coisas de gerações. (O pior de tudo é que agora geração não é de 10 em 10 anos, mas 5 em 5 e se duvidar de 1 em 1 ano).
Eu e Lis riamos das situações e de algumas pessoas que só iam para esses lugares para aparecer. Bolsa falsificada, plástica parcelada em 24x e conversas descartáveis. Também tinha homens inteligentes, de bom gosto, e com testosterona transbordando. Porém eu ali que acostumava dá em cima deles, percebi que uma hora cansava. Depois me toquei que estava sendo fiel.
De repente chega uma pessoa de determinada empresa de outdoor. Pede exclusividade no contrato com a nova campanha que estávamos desenvolvendo para um grupo que controla diversas lojas de departamento pelo país. Fingi um sorriso e disse que depois conversaríamos melhor no trabalho. Todavia isso era desculpa, porque na verdade não existia esse negócio de fidelidade entre nosso meio. Atuávamos de acordo com nossos princípios éticos. Senti-me até animado, pois acabara de trair. E não me sinta mais tão monogâmico assim.
Levei Lis, seria sua primeira festa midiática. Os outros departamentos nos odiavam porque eram ‘babados’ pelos veículos e empresas de comunicação em geral. Ganhávamos presentes constantemente. Esse era nosso momento de lazer, após o dia a dia no escritório era puxado e muito cansativo.
Tinha tanto homem disponível que fiquei me perguntando: “Em uma cidade como Sampa é demais pedir para ser monogâmico?”. Na verdade me tornei um daqueles caras que nossos amigos odeiam. Não tinha tempo para ninguém, só pra meu Adriano. Às vezes perdia grandes baladas. Já Lis dizia que não existia nada de exclusividade entre ela e seu namorado. Contudo pra mim, a cidade de milhões estava reduzida a dois.
Lis ainda era nova, falava que não estava pronta para uma relação séria. Curtia seu roqueiro, mas dava uma de ‘disque e sexo’. Ligava para amigos coloridos nas horas de não exclusividade. Eu a considerava bastante previsível e também não poderia criticá-la, são coisas de gerações. (O pior de tudo é que agora geração não é de 10 em 10 anos, mas 5 em 5 e se duvidar de 1 em 1 ano).
Eu e Lis riamos das situações e de algumas pessoas que só iam para esses lugares para aparecer. Bolsa falsificada, plástica parcelada em 24x e conversas descartáveis. Também tinha homens inteligentes, de bom gosto, e com testosterona transbordando. Porém eu ali que acostumava dá em cima deles, percebi que uma hora cansava. Depois me toquei que estava sendo fiel.
De repente chega uma pessoa de determinada empresa de outdoor. Pede exclusividade no contrato com a nova campanha que estávamos desenvolvendo para um grupo que controla diversas lojas de departamento pelo país. Fingi um sorriso e disse que depois conversaríamos melhor no trabalho. Todavia isso era desculpa, porque na verdade não existia esse negócio de fidelidade entre nosso meio. Atuávamos de acordo com nossos princípios éticos. Senti-me até animado, pois acabara de trair. E não me sinta mais tão monogâmico assim.






